Coluna Rock Play por Eduardo Lima PRECISAMOS DO PUNK ROCK
30/07/2020 15:41 em Coluna ROCK PLAY

PRECISAMOS DO PUNK ROCK

 

Neste ano de 2020, o Brasil e o mundo vivem uma pandemia na qual muitos se infectam e morrem por causa do vírus Covid-19. Tristezas, perdas, sofrimentos e mortes dão o tom do cotidiano mundial neste último ano da segunda década do século XXI.

E sempre que a sociedade se encontra em momentos de tensão extrema, a arte toma as rédeas e condiciona caminhos pensantes com novas perspectivas e novas ideias. E, claro, desde a década de 1950 o Rock segue seus simples conceitos musicais, estéticos e filosóficos para reflexões, crônicas e atitudes ativas para novos caminhos.

Há neste momento mundial uma nova oportunidade de reflexão dentro do Rock. Dentre todos os estilos musicais, talvez apenas o RAP consiga uma de gueto e crítica socialmente. Contudo, o Rock possui uma dimensão “maior” por se adaptar com mais afinco às mudanças sociais, mesmo que muitas vezes se dê como caminho também para as elites gozarem de seus privilégios.

O movimento musical/cultural dentro do Rock que mais emplacou mudanças estruturais foi o PUNK ROCK na segunda metade da década de 1970. Imbuídos de um niilismo estético, cultural e musical (em um dos seus destaques com “três acordes”) foi um rolo compressor que mudou “quase” tudo no Rock e na música como um todo.

E neste momento ímpar da sociedade contemporânea regrada por morte e desespero da maioria, e ignorância e desserviço de uma minoria, o PUNK deveria imprimir sua marca com novas canções, novas bandas e, também, com sua clássica história de bandas e músicos. Precisamos do PUNK como trilha de mudanças sociais. Precisamos e muito!

Mas o PUNK que o mundo precisa novamente neste momento não é o PUNK subdesenvolvido, “anárquico”, totalmente contra a ciência e os conhecimentos humanísticos e etc. Há no PUNK uma ideia generalizada que a educação, o conhecimento e a ciência são “elitizadas”, dotadas de uma “inutilidade”; e isso, claro, se trata de um empobrecimento cultural gritante. E só o próprio PUNK ROCK pode transpor tal pensamento pequeno e proporcionar uma eloquência crítica musical que o momento merece!

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